Este é um blogue deslumbrado. Pelas cores, pelas texturas, pelas formas, pelos recortes, pelos pequenos tesouros. Tão deslumbrado que tem uma voz. Pode ser a voz das cores.

29/05/2016

minas de maio (últimos números)

 mina de diamantes (em bruto, presos por arames)

 mina de ouro (granulado)

 mina de bronze (em lingotes com borbulhas, são purezas)


descoberto nos saldos do último fim de semana de maio, a meio de portugal

25/04/2016

um post esquisito tipo antes e depois

(o fio de telefone que está a cruzar o céu não me deixa mentir nem ao telefone nem de maneira nenhuma)

o antes - às nove horas e dez minutos

e o depois - às onze horas e nove minutos se não estou em erro com os minutos

(mas antes e depois de quê?)

antes e depois de se dissipar todo aquele algodão e serem revelados os geradores eólicos do lado direito muito ao longe.

(e como sabemos que é fio de telefone?)

porque os postes que o sustentam são de madeira, se fosse um fio de eletricidade o poste não podia ser de madeira portanto está certo.

17/04/2016

conversas como as cerejas e fotografias também

 rabanetes (e coentros) não vão à mesa do rei

 à mesa do rei vão as vagens, escaladas e debruadas a fios de prata

fios de prata, de pó ou de cabelos, o espanador melado agarra-tudo no seu lar

no seu lar o novo papel de parede rosinhas-lusas-em-fundo-negro vai ficar a matar

a matar ficará a salva de prata ornamental com botões de rosa no seu natal 

o seu natal ainda longe, aproveite a primavera, estrele um ovo enquanto espera

espera lá que já te digo que andares longe é um castigo
(ao microfone, ouviste?)


fotografias tiradas ontem à natureza de terras serranas a meio do belo portugal, em não mais do que um quilómetro quadrado de área (ligeiramente inclinada)