rabanetes (e coentros) não vão à mesa do rei
à mesa do rei vão as vagens, escaladas e debruadas a fios de prata
fios de prata, de pó ou de cabelos, o espanador melado agarra-tudo no seu lar
no seu lar o novo papel de parede rosinhas-lusas-em-fundo-negro vai ficar a matar
a matar ficará a salva de prata ornamental com botões de rosa no seu natal
o seu natal ainda longe, aproveite a primavera, estrele um ovo enquanto espera
espera lá que já te digo que andares longe é um castigo
(ao microfone, ouviste?)
fotografias tiradas ontem à natureza de terras serranas a meio do belo portugal, em não mais do que um quilómetro quadrado de área (ligeiramente inclinada)